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Qual alimentação é a melhor para nós?
Por Elaine de Oliveira Nutrição & Coaching Integral
Não temos a dentição e os intestinos longos dos animais vegetarianos e nem as presas e o sistema digestivo com características específicas dos carnívoros. A resposta é: somos onívoros, ou seja, comemos de tudo, mas cuidado, “tudo” não significa “qualquer coisa”.
Uma tendência que vem ganhando cada vez mais força e adeptos é o vegetarianismo, então vamos tentar entender as diferentes vertentes desse tipo de alimentação. De maneira geral, chamamos de vegetariano, o indivíduo que não utiliza nenhum tipo de carne (vermelha ou branca) na dieta.
Os vegetarianos podem ou não utilizar derivados animais na alimentação: Ovo-lactovegetariano: É vegetariano que utiliza ovos, leite e laticínios na sua alimentação. Lactovegetariano: Vegetariano que não utiliza ovos, mas consome leite e laticínios. Vegetariano estrito: Vegetariano que não utiliza nenhum derivado animal na sua alimentação. Também conhecido como vegetariano puro. Vegano: Indivíduo vegetariano estrito que recusa o uso de componentes animais não alimentícios, como roupas e sapatos de couro, lã e seda, assim como produtos testados em animais. Em inglês você vai encontrar o termo "vegan" como referência a esse indivíduo. No Brasil esse termo foi traduzido como vegano. Crudivorista: Em geral, um vegetariano estrito que utiliza alimentos crus, ou aquecidos no máximo a 42oC. Geralmente fazem uso também de alimentos em processo de germinação (cereais integrais, leguminosas e oleaginosas). Frugivorismo: vegetariano estrito que utiliza apenas frutos na alimentação. O conceito de "frutos", nesse caso, segue a definição botânica, que inclui os cereais, alguns legumes (abobrinha, berinjela, tomate...), oleaginosos e as frutas. Macrobiótico: forma de alimentação que pode ou não ser vegetariana estrita (muitos macrobióticos comem peixe). Outra peculiaridade é que existe um forte fundamento filosófico de vida. A dieta macrobiótica, diferentemente das vegetarianas, apresenta indicações específicas quanto à proporção dos grupos alimentares a serem utilizados. Essas proporções seguem diversos níveis, podendo ou não incluir as carnes (geralmente peixe). A macrobiótica não recomenda o uso de leite, laticínios ou ovos. Semi-vegetariano: Indivíduo que faz uso de carnes, geralmente brancas, em menos de 3 refeições por semana. Alguns consideram essa terminologia quando em apenas uma refeição por semana. Esse termo ganha importância nos estudos científicos, na comparação dos efeitos à saúde entre vegetarianos e onívoros (aquele que come todo tipo de alimento), já que, teoricamente, o semi-vegetariano consome carne, mas muito menos do que um onívoro típico. Atenção: esse indivíduo não é vegetariano.
Mas, então, o que é melhor para nós? Comer carne e derivados de animais ou não? Boa pergunta e em se tratando do “bicho homem” há controvérsias. Há discussões acaloradas e argumentos convincentes de ambos os lados.
Um fato não pode ser desprezado: nosso organismo precisa de todos os aminoácidos essenciais para funcionar bem.
Só proteínas de alto valor biológico, ou proteínas completas, essencialmente de origem animal, contêm todos os aminoácidos essenciais em quantidades e proporções ideais para atender às necessidades orgânicas. Uma proteína de baixo valor biológico, ou proteína incompleta, a maioria das proteínas vegetais (lentilhas, feijões, ervilhas, soja, etc) , não possui um ou mais aminoácidos essenciais em quantidades suficientes. Um exemplo é a lentilha: 1 xícara de lentilha possui 40g de proteínas. É bastante coisa! Mas ela possui somente 1 aminoácido essencial.
Seja por necessidade fisiológica ou decisão filosófica, escolher uma ou outra linha alimentar sempre demandará bom senso e equilíbrio. Lembrando que cada organismo é um Universo único, o importante é aprendermos a “sentir, ouvir” o nosso corpo.
Como nutricionista com mais de 20 anos de experiência, já vi pessoas resolverem problemas digestivos agudos e crônicos, como prisão de ventre, gastrites, alergias e outros, adotando uma dieta vegetariana, mas também já vi vegetarianos de longo termo, terem, por exemplo, problemas hemorrágicos e anemias severas. Quem opta pelo vegetarianismo estrito tem que prestar muita atenção na combinação dos alimentos para ter certeza de estar recebendo todos os aminoácidos necessários.
É um assunto extenso e apaixonante, mas vamos novamente enfatizar o uso do bom senso. O ideal? Uma alimentação equilibrada (veg ou não), que nos forneça os carboidratos, proteínas, minerais, vitaminas e fibras necessárias para o equilíbrio e bom funcionamento do organismo, com horários regulares, muita água, observação das características e necessidades pessoais e também associada a um estilo de vida saudável: horas de sono suficientes, exercício físico regular e alguma prática desestressante (yoga, meditação, etc), porque corpo, mente e emoções estão estreitamente conectados.
Ter saúde é natural e se há algo de errado, a alimentação será parte fundamental para a recuperação do seu equilíbrio. Pesquise, converse com profissionais da área e teste o que é melhor para você.
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